JOVENS E A CONSCIÊNCIA NO TRÂNSTIO
A juventude é uma bela fase, com muitas novidades e
transformações. Os jovens têm uma forma muito própria de ver o mundo e aproveitar
a vida, que, por vezes, acaba superdimensionando-a,
perpetuando uma imagem de conflito, imprevisibilidade e rebeldia.
Mesmo assim, é inconteste a legitimidade da preocupação em torno deles, mais
especificamente de sua capacidade de conciliação, ou não, de todos esses
desejos, dessa postura descontraída e rompimento intencional de limites, com os
juízos de valor e um comportamento responsável.
A grande fragilidade neste momento entre a infância e a vida adulta está posta
em teste pelo exercício da independência, o qual deve(ria)
estar acompanhado da consciência diante das escolhas e da responsabilidade
advinda das mesmas. Se por um lado o desejo de experimentar sensações novas,
romper limites e burlar regras possibilita novas descobertas, por outro pode
limitar a capacidade de avaliação dos riscos envolvidos e comprometer o
respeito a leis e normas sociais.
O ímpeto desafiador associado à necessidade de aceitação e pertencimento ao
grupo acaba, muitas vezes, transpondo-se para atitudes ousadas, arriscadas e
até mesmo exibicionistas, como as comumente observadas no trânsito. Muitos
escolhem a rua para colocar-se à prova, para testar suas habilidades e
impressionar/conquistar amigos, esquecendo que se trata de um espaço público,
compartilhado por outras pessoas, cujos direitos e deveres estão estreitamente
relacionados.
Atitudes e comportamentos seguros no trânsito devem fazer parte da postura do
jovem muito antes de iniciar o processo de habilitação. Tornar-se condutor é um
marco significativo no processo de crescimento, mas esse não é
o único nem o mais importante papel exercido no trânsito. Da mesma
forma, os valores relativos à coletividade precisam estar acima dos interesses
e desejos individuais, considerando que vidas estão envolvidas. E, justamente,
quem deseja "curtir" a vida ao máximo precisa (saber) cuidar dela.
O Portal Viva Mais tem como premissa básica a preocupação com a vida, com a sua
valorização e preservação. É com a intenção de que o jovem, ao construir sua
identidade, perceba seu relevante papel na sociedade e, igualmente, na
consecução de um trânsito seguro, que em breve o Portal trará atividades e
conteúdos voltados a esse público. Aguarde!!!
Os
jovens são as maiores vítimas da
violência no trânsito do País.
Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran)
a cada ano tem aumentado o número de mortos e feridos devido a acidentes de
trânsito entre pessoas de 18 e 29 anos nas estradas e rodovias. Em 2007, dos
116.720 jovens vítimas de acidentes, 5.006 foram fatais e outros 111.714
não-fatais. Em 2005, embora o número de vítimas fatais tenha sido menor, 4.769,
o total de jovens vítimas de acidentes foi de 134.571. Em dados percentuais, as
vítimas fatais do trânsito cresceram de 23,7% para 26,5%.
Especialistas acreditam que a mistura de álcool com direção é o maior vilão
dessa triste estatística e que o jovem precisa ter mais consciência nas viagens
para os feriados prolongados deste ano.
Entrou em 20 de junho 2008, em todas as rodovias federais que cortam o Brasil,
a nova lei nº 11.705, que alterou o Código de
Trânsito Brasileiro, que ficou conhecida como “lei seca”, que deveria mudar os
hábitos de toda a população brasileira. A lei proíbe o consumo de qualquer
bebida alcoólica para os motoristas que irão pegar as estradas ou dirigir.
Antes da decisão era permitida a ingestão de até seis decigramas
de álcool por litro de sangue, o que equivale a dois copos de cerveja.
No entanto, dois dias após a lei ter entrado em vigor, no dia 22 de junho de
2008, o motorista Carlos Henrique Silva Dias, de 18 anos, trafegava em alta
velocidade pela BR-153 no trecho urbano de Anápolis e não conseguiu desviar de
um carro que estava parado no acostamento, por falta de combustível. Dentro do
veículo estavam Maria de Lurdes da Silva Moreira, de 26 anos, e seus filhos de
4 anos e 8 anos. Os três morreram.
Ele ficou 2 meses preso e está respondendo em liberdade por homicídio doloso,
quando há intenção de matar, por dirigir embriagado e poderá pegar até 20 anos
de prisão, mas a suspresa foi ele ser preso novamente
quase um ano depois, por direção perigosa, condução sem CNH e alcoolizado. E a
justiça, Brasil?
“Entre 65% e 70% dos acidentes de trânsito houve ingestão de álcool”
Entre 65% e 70% dos acidentes de trânsito houve ingestão de álcool. Se você
somar isso ao excesso de confiança do jovem e de velocidade, o resultado pode
ser um acidente – afirma o chefe de gabinete da AMT, o prof. Miguel Carlos,
lembrando que nessas datas comemorativas do ano o aumento chega a 20% do
movimento nas emergências hospitalares.
Para tentar diminuir o volume de acidentes envolvendo os jovens, o Departamento
de Educação de Trânsito da AMT vai às ruas em campanha por mais consciência no
trânsito. Funcionários da AMT distribuem panfletos com dicas aos motoristas
para fazer uma boa viagem e o trânsito em prol da vida.
“A pressa não combina com o lazer e é inimiga do trânsito, sobretudo da vida.”