A
IDOLATRIA
O primeiro mandamento condena o politeísmo. Exige do homem que não acredite em
outros deuses além de Deus, que não venere outras divindades além da única. A
Sagrada Escritura está constantemente a lembrar esta rejeição dos ídolos, ouro
e prata, obra das mãos do homem, que têm boca e não falam, têm olhos e não
vêem.... Estes ídolos vãos tornam vão o homem: sejam como eles os que os fazem
e quantos põem neles a sua confiança (Sl 115, 4-5.8)
(40). Deus, pelo contrário, é o Deus vivo (Js 3, 10) (41), que faz viver e intervém
na história.
A idolatria não diz respeito apenas aos falsos
cultos do paganismo. Continua a ser uma tentação constante para a fé. Ela
consiste em divinizar o que não é Deus. Há idolatria desde o momento em que o
homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses
ou de demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos
antepassados, do Estado, do dinheiro, etc., Vós não podereis servir a Deus e ao
dinheiro, diz Jesus (Mt 6,
24). Muitos mártires foram mortos por não adorarem a Besta, recusando-se mesmo
a simularem-lhe o culto. A idolatria recusa o senhorio único de Deus; é, pois,
incompatível com a comunhão divina.
A vida humana unifica-se na adoração do Único. O
mandamento de adorar o único Senhor simplifica o homem e o salva duma dispersão
ilimitada. A idolatria é uma perversão do sentido religioso inato no homem.
Idólatra é aquele que refere a sua indestrutível noção de Deus seja ao que for, que não a Deus.