OS DEZ MANDAMENTOS DO CASAL
Elaborado por uma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que
trabalhava em terapia conjugal.
1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo.
A todo custo evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a
calma é necessária.
“Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo,
reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura...”
2. Nunca gritar um com o outro.
A não ser que a casa esteja pegando fogo.
Quem tem bons argumentos não precisa gritar.
Quanto mais alguém grita, menos é ouvido.
Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente, e precisa impor pelos gritos
aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.
3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro.
Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais
será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um
derrotado, e no diálogo não.
“A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral”; dizia Lao Tsé.
4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor.
Só tem sentido a crítica que for construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e
condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar
duas qualidades do outro.
5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado.
A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado
por seus defeitos.
Toda vez que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de
volta e dificultando que ela se livre deles. Papa Paulo VI :
“a paz impõe-se somente com a paz, pela clemência, pela misericórdia, pela
caridade”.
Thomás de Kemphis: “primeiro conserva-te em paz, depois poderás pacificar os
outros”.
6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge.
Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das
pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do
casal e demonstra desprezo para com o outro.
7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo.
Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior.
A atitude da avestruz, da fuga, é a pior que existe. Com paz e perseverança
busquemos a solução.
8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa.
Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem de expressá-las em voz
alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isto também com palavras. É um
tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem estar. Muitos
homens têm dificuldade neste ponto; alguns por problemas de educação, mas a
maioria porque ainda não se deu conta da sua importância.
9. Cometendo um erro, saber admití-lo e pedir desculpas.
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser
honesta, consigo mesma e com o outro. Quando erramos não temos duas
alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar
remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isto é ser humilde.
10. Quando um não quer, dois não brigam.
Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso
que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza,
maturidade e amor. E a melhor maneira será “não por lenha na fogueira”, isto é,
não alimentar a discussão. Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma
retorna ao coração do outro. Outras vezes será por um abraço carinhoso, ou por
uma palavra amiga.
Papa João Paulo II disse algo marcante: “O homem não pode viver sem amor. Ele
permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de
sentido, se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se
não o experimenta e se não o torna algo próprio, se nele não participa
vivamente”. (RH,10)
Cântico dos Cânticos:
"...o amor é forte como a morte... Suas centelhas são centelhas de fogo,
uma chama divina. As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o
poderiam submergir." (Ct 8,6-7)
Há alguns casais que dizem que vão se separar porque acabou o amor entre eles.
Será verdade?
Paul Claudel :
"O amor verdadeiro é dom recíproco que dois seres felizes fazem livremente
de si próprios, de tudo o que são e têm. Isto pareceu a Deus algo de tão grande
que Ele o tornou sacramento."
“Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres sejam submissas a
seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é
o chefe da Igreja, seu corpo do qual ele é o salvador. Maridos, amai as vossas
mulheres como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (EF 5,25)
Editora Cléofas
Data Publicação: 23/04/2009