COMO É BOM, COMO É SUAVE
VIVER UNIDOS Salmo 132
Diante
da diversidade de ideias, de formas diferentes de
expressar a fé, compreender a vida, de assumir os
valores éticos e morais, enfim, diante do imenso pluralismo cultural e
religioso, surge uma pergunta: É possível manter viva, em nossos propósitos, a
meta de construir a unidade, buscar o entendimento, propor caminhos de união? A
resposta nasce a partir de uma constatação fundamental: Por natureza somos diferentes e
fazemos a diferença.
Ao
mesmo tempo, carregamos em nós, o que nos faz ser gente, pessoas dotadas de
razão, cuja necessidade primordial é viver
A
partir desta atitude iniciamos a construção de um relacionamento humano e
divino, que permite acolher o próximo sem nenhum preconceito ou desejo de
conquistá-lo. A abertura, o diálogo, a acolhida se fundamentam na empatia
respeitosa, reconhecendo outros valores diferentes dos meus. Nesta postura,
ninguém está autorizado a julgar, porque na “medida que eu julgo, também serei
julgado”. Amar simplesmente, de maneira especial o inimigo, constitui a base
para garantir atitudes de compreensão, de aceitação, de amor concreto ao irmão.
A
partir destes valores humanos e cristãos, a convivência humana, em família ou
em sociedade, se torna cada vez mais, uma luz a iluminar cada encontro, criando
relacionamentos verdadeiros, deixando de lado as máscaras, para mostrar o
verdadeiro rosto de cada um. O salmo bíblico nos leva a contemplar como Deus
nos trata “Misericórdia e piedade é o Senhor, Ele é amor, paciência e
compaixão. O Senhor é
muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura” (SL 144, 8-9)
A
ternura de Deus que abraça a todos, no amor, na paciência e na dor, em todos os
momentos e com todas as pessoas, indo além das diferenças, deve ser a meta pela qual
devemos lutar sempre. Certamente, assim, não vamos excluir alguém que pensa,
crê ou vive diferente de mim.
Neste
mundo diversificado, precisamos brilhar como luz, acentuando o que nos une e
não o que nos divide. Se o outro pensa diferente de mim, ele me enriquece,
dizia Dom Helder Câmara. Assim, a unidade não é uma
utopia e muito menos, o sonho de alienados, mas uma proposta do Mestre Jesus:
“Que todos sejam um, para que o mundo creia” (Jo 17)